janeiro 17, 2018

O regresso

Não interessa por onde tenhamos andado, nem quantas pessoas conhecemos. Não importa a distância percorrida, nem o tempo que levou nossa viagem, pois acabamos voltando.
Voltamos, não por sermos obrigados, mas porque aprendemos onde é o nosso lugar, onde mora a nossa real felicidade.
Quando cansados da mesmice, nos desiludimos e então nos deslumbramos com possíveis novos caminhos. Confiamos que mesmo não tendo a experiência exigida, aprenderemos a ser novas pessoas, só que não, não acontece. Seremos os mesmos em qualquer parte, pois os nossos valores seguem conosco.
Na volta, o que muda é o nosso comportamento, a forma como víamos o que acontecia a nossa volta. Deixamos de nos sentirmos amordaçados, aprendendo a não mais permitir que sufoquem a nossa voz.
Voltando ao ponto de partida, onde tudo começou, não encaramos como derrota, nem mais enxergamos como um mundo pequeno, de pobres opções. É no aconchego do carinho sempre recebido que realmente queremos estar, nenhum outro lugar nos acolherá da mesma forma.

do livro Acontece


Relação dos Livros Prosa e Poesia

Livro digital nr.1 Cúmplice do Amor
Possui 87 textos, 102 páginas.



Livro digital nr.2 Tendências do Coração
Possui 92 textos, 90 páginas



Livro digital nr.3  Amor é de comer e se lambuzar...
Possui 104 textos, 64 páginas


Livro digital nr.4 Intensa
Possui 63 textos, 144 páginas


Livro digital nr.5 Místicos Sentimentos
Possui 198 textos, 144 páginas


Livro digital nr.6 Vadiagem da Alma
Possui 65 textos, 54 páginas


Livro digital nr.7 Pensamentos 1 
Possui 155 páginas, cerca de 1600 pensamentos




Livro digital nr. 9 Pensamentos 2
Possui 90 páginas com cerca de 600 pensamentos



Livro digital nr.11 Místicos Sentimentos 2
Possui 101 textos,  106 páginas


Livro digital nr.12 Quando se ama
Possui 160 textos, 123 páginas



Livro digital nr.13 Amantes do tempo
Possui 31 textos,  64 páginas (escrita de época)


Livro digital nr.14 Quase eternidade
Possui 90 textos, 64 páginas



Livro digital nr.16 Magia dos sentimentos
Possui 122 textos, 106 páginas



Livro digital nr.24 Diário de Madelaine
Possui 106 textos,  95 páginas


Livro digital nr.25 Até uva passa
Possui 94 textos,  67 páginas


Livro digital nr.31 - Mundo Místico de Salobah
Possui 22 textos,  49 páginas.


Livro digital nr.32 - Pé na Roça -  Em edição

Livro digital nr.33 - Diário Esquecido
Possui 91 textos, 85 páginas.


Livro digital nr.34 - Vento no Litoral
Possui 141 textos, 82 páginas


Livro digital nr.37 - Chamado Mágico
Possui 92 textos, 77 páginas


Livro digital nr.41 - Deixa partir  
Possui 100 textos, 88 páginas



Livro digital nr.46 – Recomeço 
Possui 101 títulos, 90 páginas


Livro digital nr.47 – Encantamentos Místicos - Em edição


Livro digital nr.49 – Mandalas
Possui 49 páginas



Livro digital nr.50 Histórias de Nossas Vidas
Possui 101 títulos, 77 páginas.





Livro digital nr.53 Gratidão
Possui 60 páginas.




Lançamento do Livro Histórias de Nossas Vidas


Embora sejamos muito diferentes uns dos outros, somos assustadoramente parecidos, nossas experiências apenas distinguem-se pela forma como são administradas.
Este livro contém pensamentos diários, bem como textos com títulos, cujos temas são familiares. Falo sobre nossas frustrações e nossas conquistas, sobre como podemos mudar o que não nos agrada, mas também como precisamos entender que nem tudo pode ser mudado.
Histórias de Nossas Vidas possui 101 títulos, descritos em 77 páginas. Está disponível na versão PDF, que poderão receber por e-mail.
Sejam sempre muito bem vindos, e sintam-se motivados para comentar, pois a opinião de cada um é muito importante.
Obrigada por me acompanharem e por me ajudarem a divulgar.
Em tempo: Inscrevam-se no blog e concorram ao sorteio de 10 livros nesse final de janeiro de 2018.
Contatem-me através dos endereços:
Celular: 11  99741.0864 (whatsApp)

Temores infundados

Temos coragem astuta para enfrentar os grandes desafios que a vida nos impõe, porém ainda tememos o escuro.
Temos tenacidade para resolver problemas, não nos deixamos intimidar facilmente, menos quando se tratam de baratas.
Temos confiança nos nossos atributos, somos fortaleza e sabemos recomeçar quando preciso, mas tememos a falta de tempo, morrer antes da hora.
Temos mania de continuar pensando no passado, desejando que ele ainda permaneça no nosso presente, mas em contrapartida tememos esquecer do que nos foi importante.
Temos presença de espírito e diversidade de comportamento, sabemos nos adaptar, porém ainda tememos que nos tirem a nossa liberdade.
Temos certeza do que queremos e do que esperam de nós, nem por isso deixamos de temer a falta de confiança.
Temos multidões a nossa volta, agitação necessária para nos preencher vazios, mesmo assim tememos a solidão e falta de amor.

do livro Histórias de nossas vidas


Passagem para a ilusão

Sou muito diferente quando distante do amor, pareço-me menos vulnerável e mais dona de mim. Traço metas até absurdas, acreditando que eu possa alcançá-las; me asseguro de ser determinada, sabendo o que quero. Mas, então, percebo que nada faz sentido, que as cores fluorescentes dos meus desejos perderam o brilho, assim como os meus sorrisos que já se mostram desbotados.
Fico imaginando já ter chegado onde eu pretendia, mas você não está lá. De que valem conquistas, se não se tem quem se ama ao nosso lado. Com quem iria comemorar?
Você é a luz que ilumina cada novo caminho e faz com que o atual não seja tão complicado. Você é a fonte de toda e cada inspiração minha. Nem sempre fora um porto seguro, mas com certeza, é bem melhor ter onde ancorar.

do livro Acontece



janeiro 14, 2018

Descartando tralhas emocionais

Por favor, não deixe mais nada fora do lugar! Estou reorganizando a minha vida, melhor que todos os pingos permaneçam nos "is".
Esse negócio de deixar para depois não cola mais, se estiver no meio do caminho, eu passo por cima.
Mudei, tinha que mudar, não sou mais arrumadeira de coração, não sou mais aquela que passava a maior parte do tempo recolhendo tudo o que encontrava fora do lugar. As regras de agora em diante são outras, ajudará se não atrapalhar.
Se tem algo que aprendi, é que cada um cuida dos seus próprios sentimentos. Se usou e gostou, se pretende continuar usufruindo de mim, aprenda a me aceitar como eu sou. Se o amor acabou, não o guarde na gaveta do depois, poderá oferecê-lo à outra pessoa; engavetar o que não nos serve mais, só faz com que amontoemos tralhas. O que não tem mais serventia para uns, poderá muito bem servir para outros.
Não sou um sapato velho, que se insiste em calçar porque é confortável. Posso até estar fora de moda, um tanto ultrapassada, mas eu ainda considero importante valorizar quem entendeu a necessidade de se preservar o que nos faz sentir bem.
Posso não ter mais a viçosidade da juventude, nem a ingenuidade da adolescência, mais há em mim o charme da experiência, e esta somente oferecerei a quem eu quiser.
Sei que talvez não magoe por querer, tem coisas que jamais podemos explicar, simplesmente acontecem. Mas o que não pode continuar, é esperar que um milagre resolva, num simples passe de mágica, a bagunça que já fez.

do livro Acontece




Não existe acaso, se nos encontramos por ai, é porque nossas almas já haviam combinado antes. As vezes para que seja apenas um esbarrão, outras para dar continuidade.

Recomeçar



Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado. Chorou muito? Foi limpeza da alma. É hoje o dia da Faxina Mental.
Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora. Mas, principalmente, esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor.
Lembre-se: somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes. Afinal de contas, nós somos o "Amor".
Paulo Roberto Gaefke






janeiro 10, 2018

Seres genéricos

Antes de questionarmos as mudanças de comportamento das pessoas que conhecemos, estranhando suas atitudes, que tal fazermos uma viagem insólita: para dentro de nós mesmos. Essa viagem fará com que também encontremos pessoas que não conhecemos mais, afinal não seremos os mesmos a vida toda.
Nos faria um bem danado descobrir quem somos nessa nova realidade, descartando de vez quem tentamos ser. Passamos tempo demais acreditando no mostruário. Somos mentirosos compulsivos,
mais do que hora de rever nossa postura, entendermos que não precisamos nos mostrar como seres perfeitos, pois imperfeições nos aproximam dos demais.
Costumamos esconder nossas vulnerabilidades, temendo a criptonita quando revelados, a que nos faz perder nossos super poderes. Se demonstrarmos mais honestidade e transparência, fugindo dos palcos e dos aplausos, talvez possamos viver em paz. Convém nos acercarmos se estamos mentindo para sobreviver ou se a mentira já faz parte de quem somos.
É certo que temos um poder absoluto quando se trata das decisões da nossa própria vida, somos nós quem escolhemos como iremos nos apresentar, mas embora isso faça com que pareçamos mais seguros, cheios de convicções, a verdade verdadeira um dia aparece e pode ser muito mais cruel.
A questão nem é diagnosticar os sentimentos alheios, quer sejam falsos ou verdadeiros, mas se estamos também preparados para aceitar como somos lá no fundo.

do livro Histórias de nossas vidas



A simplicidade do nosso espírito pede que sejamos aqueles que compartilham experiências com amor e desejo de melhorar também a vida dos outros. Nossas diferenças religiosas não devem nos afastar, pois é confrontando nossas opiniões que todos poderemos chegar a um consenso viável.


Enquanto vivermos escorados, a vida vai nos parecer sem graça. Só quando participativos é que compreenderemos grande parte do que antes nos parecia estranho.
Não se incomode com o barranco, se você sair de perto dele, ele não vai desmoronar do nada. Mas é bom não vacilar, porque depois de tê-lo adotado e inundado o seu chão com as lamentações, as águas despejadas em exagero podem ter umidificado com tamanha intensidade e então será soterrado pela lama das suas tristezas.


São nossos castelos, de ninguém mais

Muitos dos castelos que construímos em sonhos são cruelmente destruídos pelas marés altas das nossas recentes desilusões; sabemos do risco que corremos, mas nem por isso deixamos de sonhar.
Após termos vivenciado tantas decepções, aprendemos que se não conseguimos ver concretizados muitos desses sonhos, ao menos adquirimos experiências, tornando os nossos novos projetos melhor elaborados.
Castelos sonhados são feitos de areia e desmoronam com assustadora facilidade, o que não acontece com os bens edificados, cujo alicerce tem bases firmes na realidade.
Não precisamos deixar de sonhar, pois sonhos nos motivam, nos empolgam e nos fazem acreditar até no impossível, só não devemos confiar cegamente neles.
Os que sabem sonhar são pessoas especiais, os que conhecem a surrealidade dos seus sentimentos, mas que preferem continuar provando da sua ingenuidade.
Se pararmos de sonhar, paramos de viver, já que o mundo concreto é frio e cinza demais.

do livro Histórias de nossas vidas




Queria ter o dom de tirar as dores do mundo, como quem tira sementes de uma melancia, cuspindo-as no chão.
Gostaria de ter uma varinha mágica, e quando tocasse, transformaria em boas energias tudo o que incomoda.
Poderia mover céus e terras para ver todos sorrindo de novo, enfeitaria a vida com laços de presentes; mas sou apenas alguém como você, humana demais, sem o surpreendente e esperada transformação mágica imediata.




Iniciamos mais uma etapa em nossas vidas, é o que todos temos em comum num novo ano . Ele poderá ser uma nova fase de conquistas e brilhantes descobertas ou não, depende de cada um de nós.

Agradeçamos, portanto, pelo que aprendemos até aqui, quer tenham sido com bons ou maus momentos.


Deixemos rancores no passado, pois o que já fora provado não tem mais razão de ser.
Que sejamos aqueles com tamanha humildade, entendendo que jamais poderemos agradar a todos.
Vamos amar uns aos outros, mas antes de tudo amar a nós mesmos, porque assim aprendemos a identificar melhor com fica e quem não deve mais permanecer em nossas vidas.


Se for para andar, que sejam passos apressados, porque a vida passa rapidamente e quem dorme no ponto perde a vez.
Se for para correr, que sejam das pessoas inescrupulosas, que roubam de nós o que não pertence a elas.
Se for para parar, que paremos de tentar encontrar explicações, afinal tudo tem uma razão de ser.


Regresso

Eu fui onde considerei deveria estar.
Fiz o que tinha que fazer.
Senti tudo que poderia sentir.
Provei, conheci e mereci cada experiência.
Não tenho do que reclamar, se por amor, há de ter perdão.
Se fui, foi porque nada mais me prendia.
Se fiz, foi porque encontrei oportunidade.
Se voltei, é que entendi onde eu realmente queria estar e de onde não deveria ter saído.

do livro Acontece