maio 24, 2017

Condutores da amizade

Praticamente nos casamos com os nossos amigos, já que convivemos diariamente, sabemos das suas vulnerabilidades e torcemos pela sua felicidade ao nosso lado.
Estamos todos nós, sempre que possível, disponíveis para prováveis encontros e até viagens. Mesmo que não sejamos tão parecidos, nosso gosto bate, falamos a mesma língua.
Esperamos sermos atendidos quando solicitamos. Aguardamos ansiosos pelos reencontros. É o amor o sentimento que nos une.
Porém, como em casamentos, a relação um dia se desgasta. Enjoamos de ouvir as mesmas histórias, pois já as sabemos de cor. Deixamos de rir das suas piadas, pois tornam-se cansativos. E então, fatidicamente nos divorciamos. Nem sempre é de caso pensado, a separação começa gradativamente e sem nos darmos conta ignoramos e também somos ignorados.
Por medo da perda, que é muito desconfortável, adiamos o inevitável e vamos empurrando com a barriga; insistindo numa convivência já fadada ao abandono.
Em toda relação é preciso que haja novidades, afinal constantemente criamos expectativas, desejamos vez ou outra sermos surpreendidos.
Conduzir amizades é como dirigir, quando já sonolentos e entediados adormecemos ao volante e acabamos passando no sinal vermelho. O bom motorista conduz o seu automóvel com todo cuidado e redobra a atenção, afinal nesse trânsito louco da vida, há muitos perigos, já que nem todos que estão por traz de um volante realmente sabem o que estão fazendo.
Os laços que unem amigos são eternos, mesmo que não possamos nos assegurar que os encontros mágicos durem para sempre, o sentimento que dedicamos continua eterno, apesar das mágoas e deslizes.
Não há como culpar alguém, somos todos responsáveis, afinal as estradas não são de mão única.
Quando se vive tempo demais ao lado de alguém, é fato comprovado que venhamos desejar renovação, inserir outras pessoas, para que assim elas possam esquentar uma relação já morna.
O grande problema enfrentado são os caronistas, pois além de ocuparem o banco do passageiro, ainda abarrotam nosso bagageiro, cujo excesso de volume poderia facilmente ser dispensável.
Resumindo, devemos decidir como dar continuidade à nossa jornada, se sozinhos ou se acompanhados de velhos e novos amigos, pois cada um sempre ocupará um espaço considerável em nosso coração.

do livro em andamento Histórias de nossas vidas

maio 23, 2017

Ter ou não ter, eis a questão

Facebook é uma rede de conexão virtual entre pessoas amigas, onde desconhecidos também desejam participar e interagir conosco.
Como saber quem está do outro lado? Qual seu interesse? Se devemos ou não adicioná-lo ?
Uma grande maioria que nos chegam, falo dos desconhecidos, chegam por algum tipo de interesse, é certo, mas qual seria ele?
Se a pessoa não te chama no reservado, não deixa uma mensagem, com certeza só deseja números. Caso estejamos enganamos e estejamos subjugando, o mínimo então que se espera, é que nos sigam, pois todos sabemos que assim estarão acompanhando nossa vida digital...consecutivamente e talvez posteriormente, possamos até estreitarmos laços. Se não, caso não recebamos informações sobre ela, nem do seu provável interesse, torna-se simples, é só negar. Sem choraminguela e nem remorso, fica o dito pelo não dito e que procurem outras pessoas para decorarem ilustremente suas próprias páginas pessoais.


do livro em andamento Histórias de nossas vidas

 
Curioso 
suspeitar que a vida 
possa ser apenas uma 
mal interpretada metáfora. 
Trágico é já ter a certeza.
 


 

Guerra íntima

As piores batalhas são as pessoais, cujo inimigo mora dentro da gente. As vezes ele é até um completo desconhecido, noutras alguém que conhecemos muito bem. Nos acuamos e nos escondemos atrás das trincheiras do inconformismo, afinal sabemos que não temos armas tão poderosas.
Há constantemente fogo cruzado riscando o céu do sossego, mas em meio ao combate cerrado, eis que surge um momento de calmaria, de total silêncio. A guerra por um instante parece ter acabado, mas um estrondo revela uma nova explosão; uma bomba muito próxima da gente. Somos atingidos pelos estilhaços e nos ferimos, perdemos momentaneamente a noção do tempo e do espaço, a surdez imediata nos desequilibra, nos entontece.
Esse nosso inimigo é cruel, cria ciladas para nos enganar, nos faz acreditar que estejamos vencidos, mas então descobrimos que ainda temos uma arma comumente poderosa, e que fica escondida na manga do nosso desassossego; mais uma vez revidamos.
Como toda guerra, a pessoal jamais termina. Ela extermina os mais fracos, mas em nome da paz que todos buscamos, precisamos dar um basta, principalmente aos conflitos existenciais. Apesar de jamais baixar a guarda, devemos confiar no anjo da ternura; que ele venha confortar nosso coração, acalmar nossas aflições. Ele nos ensina inclusive, que as palavras são mais poderosas que qualquer arma de fogo, porque elas nos dão asas e nos permitem que voemos para longe do combate injusto.
Talvez nunca vejamos a guerra terminada, mas poderemos um dia quem sabe, contemplar um horizonte sereno, quando no fim da vida teremos certeza de que lutamos dignamente para sermos vencedores.


do livro em andamento Histórias de nossas vidas

maio 19, 2017

Criação e criador

Não haveremos de perder tempo algum quando estivermos em agradecimento pela nossa criação, a questão só é a quem agradecer. Se for a Deus, as estrelas, a galáxia, aos alienígenas, não importa. Realmente não precisamos saber ao certo quem tenha rascunhado a nossa existência e confiado que daria certo, o importante é que estamos aqui, buscando razões, descobrindo maravilhas todos os dias. É a forma de ver a vida que faz a diferença.
Somos apenas uma centelha, um grão, menos do que uma migalha diante do grande e maravilhoso universo, mas cumprimos um papel importante dentro de nossa própria vida, cujo compromisso é continuar existindo pelo maior tempo possível e fazer o bem tanto quanto consigamos.
Tudo que é sagrado, que é milagre, só existe quando a gente acredita. Somos nós que possibilitamos que culturas permaneçam, mas como tudo que é exagerado, cegar-se diante de crenças invioláveis, nos tornam ignorantes.
Como a flor lótus que nasce na lama, mas não se impregna, podemos também aprender sobre a pureza dos sentimentos alheios, porque são verdadeiramente reais para quem o sente e por isso precisam ser respeitados.
Apesar de não sermos todos iguais, de discordarmos sobre como fomos criados e para onde vamos, todos podemos ao menos agradecer pela chance recebida.


do livro em andamento Encantamentos Místicos


 

maio 18, 2017

Eternos abraços

Tomei gosto pela vida assim que nela cheguei.
Numa bolsa de carinho fui envolvida, até que estivesse preparada.
Fui apressada, queria começar logo, conhecer, ver o que os outros faziam e que me parecia muito interessante.
Mamãe teve uma enorme paciência, já que eu me esticava o tempo todo, parecendo dançar em sua barriga.
Embora quisesse muito sentir o lado de fora, quando nasci, eu chorei. Estava acostumada com o aconchegante colo e me senti amedrontada; me senti um pouco culpada também, já que sem entender a razão, logo nos primeiros instantes recebi um tapinha na bunda.
Não sabia que assim deveria acontecer o despertar do primeiro fôlego, mas me conformei e me calei quando vi os doces olhos daquela mulher que eu já admirava. Visualmente emocionada, logo me pegou nos braços e me acalmou.
Abraço como aquele primeiro, eu continuei a receber por toda a minha existência. É o tipo de carinho que jamais dispensamos.
Com mamãe eu aprendi a abraçar, demonstrar amor à todas pessoas que me quisessem bem. Gostei tanto da sensação transmitida, que continuo abraçando todas as chances de felicidade. Abraços são sinceros, de uma ingenuidade tamanha.
Embora hoje eu não possa mais abraçar e nem ser abraçada fisicamente por aquela que me trouxe ao mundo, os abraços que recebo são de saudade, abraços espirituais de gratidão.
Abraços são laços que nos unirão por toda eternidade.


do livro em andamento Encantamentos Místicos

Políticos, raça filha da puta

E volta o tempo da inquisição, só que ao invés de bruxas queimadas em fogueiras, caçam-se políticos. Mas a situação não se resolve nunca e porque por mais que se reze, as assombrações reaparecem. 

Ninguém consegue acabar com essa praga, raça infeliz que nos persegue. Bando de loucos aproveitadores da bondade humana.

Ingenuidade acreditar que tudo um dia possa entrar nos eixos, coisa que só acontece em país de primeiro mundo, cujos cidadãos orgulham-se e não envergonham-se como nós os brasileiros. E pensar que foram eleitos, não estão no poder por acaso. 

Mente pequena essa do nosso povo, que prefere a ignorância ao invés de entender o funcionamento dessa máquina de fazer dinheiro, quando só os privilegiados é que usufruem dele. 

Precisava que chovesse vergonha na cara, mas chovesse muito, dias sem parar e então saberíamos quem realmente teria coragem de se molhar.



 

Não perca tempo


Relacione todas as emoções boas que já experimentou.
Pense duas vezes antes de reclamar.
Lembre-se de todos os sonhos, até dos não realizados.
Sinta o frescor das amizades que fez.
Recorde-se sem tristeza das que partiram.
Vibre com cada pequena conquista.
Transforme o mau em bom humor.
Enfileire as frustrações e fuzile-as uma a uma sem dó nem piedade.
Faça boas ações todos os dias.
Pense no próximo, não só em si mesmo.
Se resolver parar de agir, saia da frente, porque atrás vem gente.


do livro em andamento Recomeço

ARTES PLÁSTICAS

maio 17, 2017

Quem se cobre demais não experimenta as sensações promissoras do desconforto. Todos os dias são dias de novas descobertas, de aprendizado.

17 de Maio - Dia Mundial da Internet

Deve ser dia de comemoração, afinal graças à ela é que nossos computadores mais do que pessoais estão interligados.



Os únicos lugares onde tudo acontece da forma como imaginamos, são nos livros de ficção.

Catia Garcia