janeiro 08, 2017

A vida é minha

Suponhamos que tivéssemos sido pessoas perfeitas por toda a nossa vida, daquelas acima de quaisquer julgamentos. Que jamais tivéssemos nos enganado, tão pouco julgado ninguém. Seríamos, portanto, merecedores de total crédito e colheríamos abundantemente o fruto dessa nossa virtude. Mas não devemos nos enganar, ninguém é capaz de ser tão perfeito, ninguém merece realmente tantos méritos. Somos humanos e como tal, cometemos erros e mesmo tomando cuidado, atentos, ainda assim pecamos por nossos exageros e consequentemente interferimos na vida de alguém.
Vivendo uma vida casta, seríamos mais tranquilos, passaríamos inclusive desapercebidos, porque o que mais são notados são os nossos erros. Mas o fato, é que por mais cruel que nos pareça, precisamos ter uma certa malandragem, coragem demasiada para se viver do que se acredita e dizer o que se pensa, atingindo a quem atingir.
Mesmo em nossas boas ações, sempre haverá quem nos critique ou até nos inveje, porque não estamos rodeados apenas de pessoas que nos admiram, mas que nos observam até com uma certa maldade.
Há um grande mau que corrompe a humanidade, como o de desejar uma vida que não é sua, julgar ações que não lhes competem.
Viver em sociedade é isso, mesmo sem dar grande importância, somos vulneráveis no que tange a opinião sobre nós, mas independente dessas opiniões, precisamos ser quem realmente somos, sem a necessidade de agradar ninguém. O que fazemos da nossa vida é só da nossa conta, doa a quem doer.