fevereiro 14, 2017

Escritos das estrelas

Quem é de escrever, perigas de fazê-lo até debaixo d'água.
Criaturinha estranha essa, com mania de observar tudo à sua volta, para então usar num novo tema.
Hominhos parecem ficar trabalhando na cabeça, incansavelmente. Desconhecem inclusive o sono dos justos, porque até quando dormem, ficam questionando assuntos ainda não abordados.
Um escritor jamais para, nunca para de escrever e principalmente de pensar. Não são mais sábios, nem privilegiados com uma inteligência acima da média, mas não são preguiçosos.
Não se deixam intimidar facilmente e costumam expor-se até exageradamente, embora também corram o risco de se sentirem incomodados com críticas, principalmente as não construtivas.
Todos tem histórias para serem contadas, mil delas, e repletos assim de toda essa bagagem, seria um desperdício ignorá-las.
Os escritos não são necessariamente situações que ele mesmo tenha vivido, mas que de alguma forma o motivou.
Esse poder de transformar pensamentos em palavras é quase uma magia e está ao alcance de qualquer pessoa letrada, basta que tenham a disposição, a vontade de mostrá-las.
São praticamente estrelinhas desfilando num céu cheio de dúvidas, mas na maioria das vezes são vistos apenas como um cometa deixando seu rastro.


(do livro em andamento Recomeço)