março 18, 2017

Amor lavanda

Somente quando deixo-me arrefecer o sofrimento em devaneios do coração, que eu me liberto desse corpo presente.
Há febre em mim, adoeço de amor e banha-se nos meus olhos a saudade, uma alma envelhecida.
De pensamento desmaiado, sinto adormecerem meus lábios, que já cansados de esperar por mais um beijo, também desistiram. 

E então, a liberdade me chega com cheiro de lavanda, em ciranda alegremente rodopia. Vivo novamente feito criança, um anjo que desconhece a utopia.