março 10, 2017

Antes de partir

Julgo que talvez sofra dos males de uma alma atormentada pelos delírios do amor, mas meu corpo adoecido já  andava cansado de sofrer tanta realidade, não queria mais se sentir aprisionado por convenções e limites.
Prefiro então ser esta insana, idealizando até o que nunca poderá ter.
Fugir da conformidade me acorda, desperta em mim novamente a euforia antes sacrificada pelo esgotamento emocional de uma vida cheia de sacrifícios.


Talvez eu esteja errada, quem sabe, eu não sei, mas aprendi a sonhar com o mestre dos sonhos, embora hoje seja ele que tenha os seus pés no chão. São nestas horas, onde divago até com uma certa crueldade, é que percebo o quanto podemos absorver de outros.
Prefiro falar do que me calar, pois o silêncio de nossas palavras nos engasgam e um dia podemos morrer sufocados.
Não quero que na minha derradeira hora, eu me arrependa por não ter vivido todos os sentimentos que eu sabia existiam em mim, mesmo que muitos deles sejam apenas ilusão.