março 24, 2017

Feitiço contra o feiticeiro

Que bom que chegou até este meu texto, porque tenho algo importante a dizer.



Aprendi nestes meus 18 anos de votos de bruxaria, que todos temos poderes, que todos somos energia. A questão são os que decidem conhecer mais e os que nem se dão conta que eles existem.
Obtendo maior conhecimento, ficamos tentados a interferir com o andamento das coisas, atrair ou até afastar energias. Na minha modesta opinião, jamais devemos fazer qualquer tipo de magia que venha interferir, porque existe a lei do retorno e quer acredite ou não, ela funciona.
O perigo mora principalmente na curiosidade. Não é porque leu algo que ensinaram e confirmaram que daria certo, que se deve sair por ai fazendo. Magia é sutil, ela acontece até sem muito esforço, mas quando interferimos, nos tornamos os responsáveis pelo desvio, pela mudança que provavelmente irá ocorrer. Uma vez tendo praticado o que não se conhece direito, depois não tem volta, não adianta pedir desculpa e reverter, não é possível.
Não julgo ninguém por suas práticas mágicas, cada um é que deve ser dono da sua própria cabeça, no entanto, recomendo que não saia por ai fazendo feitiços e simpatias sem ter estudado, entendido ao menos o básico. Por mais inofensivo que possa parecer, é perigoso, é muitas vezes irreversível e ao invés de ajudar, poderá prejudicar ainda mais.
Se tiver que fazer algo, faça por você mesmo. Deixe que a vida flua como água num veio de rio, ela sabe o caminho.
Recomendo, especificamente aos iniciantes da magia, para quando estiverem em situações desesperadoras, rezarem. Façam suas próprias orações, escrevam-nas em papel para não esquecer.  Ajoelhe-se e volte seus pensamentos aos céus, entregue seu coração dolorido num bandeja, pedindo que a deusa de todas as deusas venha ao seu socorro; peça também para que o deus soberano de todos os tempos interfira e lhe dê clareza e discernimento, para que assim entenda melhor a prática do bem e do mau.
De mente mais tranquila, perceberá que muito do que acontece não pode e nem deve ser mudado e cabe-nos apenas aceitar. 


do livro Encantamentos místicos em andamento