junho 03, 2017

Caminhada do encontro

Uma das grandes dificuldades que enfrentamos é a de não aceitarmos quem somos, com todas as nossas limitações e defeitos.
Julgamos sermos invencíveis e determinados investimos nessa certeza.
Empurramos culpas e responsabilidades nos outros, porque somos incompletos e até incompetentes em diagnosticar em nós o que está errado; procuramos caminhos mais fáceis.
Nenhum de nós é perfeito, nenhum de nós é infalível a ponto de sermos incomparáveis. Cada um que meça a distância entre uma incompetência e outra.
Se aprendermos a aceitar nossos defeitos, que somos seres até certo ponto desequilibrados, começaremos a aprender que podemos sozinhos nos equilibrar.
São nossas irracionalidades que retardam a nossa evolução pessoal. Elas nos mobilizam, nos fazem esperar que as coisas erradas se resolvam sem esforço. Os defeitos do próximo não são os nossos e acusá-los apenas nos diminuem.
O caminho mais longo, esse do aprendizado, pode inclusive ser o mais acidentado, o mais difícil de se caminhar, porém nos ensinará que somente quando estamos acordados e conscientes é que aprenderemos o necessário.
Sábios são aqueles que constroem pontes, cujos alicerces se tornam tão seguros, a ponto de permitir que outros também passem por ela sem a cobrança de pedágio.
Aceitarmos que somos os que continuam a caminhada, por mais complicada que ela seja, fará com que sejamos quem entende das limitações e sabe que precisam ser trabalhadas.
Não são todas as pessoas que estão dispostas a seguirem este árduo caminho, mas aqueles que se dignificam a desbravá-lo, são os que já podem se considerarem humildes vencedores. 

do livro em andamento Encantamentos místicos