junho 30, 2017

Romantismo de outrora

Quem sabe voltar no tempo, voltar até a cena do alpendre, quando declarou-se Romeu. Ouvir dele as palavras que disse com tanto orgulho, e nunca se arrependeu.
Embora o amor dos jovens estivesse marcado pela tragédia que viria depois, ainda assim é digno de ternura e nossa admiração.
Julieta nascera para viver com brilhantismo aquele seu único momento, de uma grandeza sem fim, que nem a morte separou.
Amor vivido nos tempos da intimidação, era amor de verdade, amor de tenra idade, sem enganação.
Todo amor que se preze deveria ser assim, sem marcar começo e nem fim, feito para se viver a eternidade do agora.
O tormento da morte só vive, quando não se dá chance ao coração, quando se vive fugindo por covardia ou insatisfação.
Nenhum amor é perfeito, mas é feito para durar. Se não dura não é amor, é apenas empolgação.

do livro em andamento Recomeço