julho 30, 2017

Alienations - Sonhos de Catita 07.17

Nem sei por onde começar, acordei atordoada porque este sonho em matéria de pesadelos, superou todos os outros anteriores.
Resumo:

Houve tremenda explosão, uma de ensurdecer. Pessoas de todo mundo caíam no chão com as mãos nos ouvidos. Quando eu me levantei nada mais existia, o mundo como o conhecia havia acabado.
Pelo que pude absorver logo de cara, é que o nosso planeta tinha sido dominado por uma raça alienígena chamada de “Kleezantsun”, que eram capatazes.
Seres humanos haviam perdido absolutamente tudo que tinham em sua vida, todos os seus bens, coleções, inclusive casas e empregos.
Pensei agoniada naquele instante que eu havia levado 20 anos para escrever os meus livros e eles num passe de mágica viraram fumaça.
Nenhum de nós tinha onde morar e então designaram para cada grupo um alojamento. Dei sorte, porque pelo menos o Roosevelt e o Alan estavam junto comigo. A maioria das pessoas não tinha mais ninguém conhecido ao seu lado. Foi também designada uma outra pessoa para ficar conosco, que desgraçadamente era alguém por quem um dia fui traída, quando fingia ser amiga. No alojamento tinham 3 quartos, no do Alan haviam bichinhos de pelúcia espalhados pela parede toda, que ele odiou. O problema é que esses alojamentos eram passados de pessoa para pessoa, conforme elas fossem morrendo, isto é, serem assassinadas pelos “Kleezantsun”, seja por que motivo fosse. Nenhum de nós tinha escolha, não podíamos mudar nada. Também não haviam banheiros e nem chuveiros. Éramos proibidos de tomar banho e as necessidades cada um que se virasse. Um completo absurdo.
Ao andar pelas ruas destruídas, percebia também que em meio a paisagem do caos haviam equipamentos iluminados, máquinas de comidas, doces, roupas e diversão, mas somente os capatazes é que tinham acesso à elas, eram equipamentos deles. Somente funcionavam com a identificação ocular.
Os alienígenas tinham formas das mais estranhas, não eram humanoides. Via muitos olhos e tentáculos. Um deles inclusive, me deu uma pancada no pescoço, porque eu tentava conversar com outra pessoa na rua. Acordei com torcicolo!
Nenhum ser humano tinha direito a uma profissão, não importasse sobre nossos talentos anteriores. Nesse novo mundo éramos todos escravos e recebíamos rações diárias, que deveriam ser ingeridas na mesma hora. Tinha cara da ração que damos para os gatos.
Não podia haver entrosamento e nenhum tipo de aproximação entre os seres humanos.
Vi uma moça sendo atirada escadaria abaixo, porque em ato de desespero ela abaixou a cabeça e chorou.
Vi uma loja sendo queimada com pessoas dentro, porque suspeitavam fosse de humanos.
Não podíamos ter religião, nenhum tipo de crença, éramos tratados como animais escrotos e pulguentos. Os alienígenas faziam questão de nos mostrar o quanto todos éramos insignificantes.
Depois de uma noite dessa, com um sonho desse, haja bom humor que supere. Pago bem para quem hoje conseguir me fazer sorrir.