agosto 10, 2017

O buraco é mais embaixo

Para que um profissional de artes, quer seja artesanal, plástica ou digital sinta-se inspirado com suas novas criações, ele só precisa de poucas, mas importantes ferramentas:
1o -  Ter bagagem, uma certa experiência, para que possa ver o quanto antes os seus projetos tomando forma;
2o -  Paz de espírito, porque um coração atormentado sofre e não dá frutos;
3o -  Motivação e foco, saber o público que deseja atingir e sentir-se empolgado com suas ideias;
4o -  Trabalhar num ambiente silencioso, harmonioso ou até com músicas do seu agrado. Gritarias, barulhos externos atrapalham demais e não proporcionam uma situação adequada.
É preciso realmente ter muita paciência para que possamos ver concretizado o que fora planejado. Somos bombardeados diariamente com interferências externas e só quando aprendemos a nos fechar para esse mundo caótico no qual vivemos, é que conseguimos dar continuidade.
O conformismo nos chega quase como uma derrota, mas não adianta brigarmos com o mundo, quando sabemos não podermos mudá-lo convenientemente.
Há centenas de trabalhadores de rua dedicando-se ao seu ganha pão, máquinas ensurdecedoras que trabalham incessantemente tirando o nosso juízo. Procuremos, então, se é a nossa única opção, trabalhar mais confortavelmente nas horas noturnas, que me parece serem horas de mais sossego.
Haja paciência, haja tolerância nossa para administrar as inconvenientes situações que nos são apresentadas e precisamos digeri-las a seco.
Cansados e desgastados, os nossos sentimentos precisam recuperar o fôlego, coisa que só gente que vive nas cidades grandes pode compreender. 
Nesse trânsito caótico dos nossos atuais dias, somos apenas pedestres a espera de uma oportunidade para atravessar com segurança as avenidas do nosso desassossego e insatisfação. 

do livro em andamento Histórias de nossas vidas