agosto 11, 2017

Religiosidade

Todos queremos viver para sempre, ter uma alma imortal, não sermos esquecidos, a religião preenche muitos vazios existenciais.
A inteligência nos foi oferecida para o nosso próprio desfrute, para evoluirmos, mas a religiosidade é só uma opção.

Religião é paradoxal e contraditória, é a linguagem que escolhemos para encaixarmos quase que racionalmente coisas que não entendemos.
Por conta do nosso livre arbítrio, por estarmos aptos a tomar decisões, geralmente as que nos parecem acertadas, seguimos com nossas vidas crentes que as nossas verdades é que devem prevalecer.
Buscamos caminhos facilitados, porque sabemos que esta é uma curta jornada, diante do quanto desejamos seguir. Não nos desabona sermos assim, imediatistas, sabemos que temos pouco tempo para realizar a contento todo o esperado.
Embora saibamos quase tudo o que queremos, não sabemos tudo o que precisamos e então nos sentimos vulneráveis e um tanto solitários.
Voltamos nosso pensamento ao berço, somos como crianças a espera de colo, de alguém que possa passar a mão na nossa cabeça e resolver para nós o que sozinhos não conseguimos resolver.
Esse amor que procuramos vem do criador, o pai de todos os seres que nos acolhe e nos embala, independente de nossas escolhas. Ele está sempre disposto a nos ajudar, mesmo que nos desviemos, seja por um motivo ou outro.
Esse pai, o que chamamos de Deus é benevolente, nos aceita até com todos os nossos defeitos, nos ensina e nos orienta. Temendo castigo, aprendemos a conduzir a nossa vida de uma forma mais acertada e é assim que a religiosidade nos favorece.
Somos seres complexos, porém já completos, basta que entendamos e aceitemos as nossas limitações.


do livro em andamento Encantamentos místicos